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20 de Novembro de 2014

Unidos contra os corruptos - Ernesto Caruso

Ernesto Caruso, 18/11/2014

 

       Esse é o foco e o ponto de atração da sociedade em nome do interesse comum a exercer pressão que se faz necessária contra as instituições que não estão cumprindo o seu papel de conduzir os destinos do país sob os pilares do bem-estar coletivo. Advindo da arrecadação justa e aplicação consciente sem desvio de conduta como assustadoramente se presencia desde a ascensão do PT ao poder.

Começou e ainda não acabou com mensalão do período Lula que substituiu oito ministros acusados pelas pegadas dos malfeitos, de Benedita da Silva ao José Dirceu, passando por Pallocci e Gushiken, até cartões corporativos e ninharia com tapioca. Nos porões do governo Dilma os desvios cunharam os malfeitos e marcaram as construções de estádios elefantes brancos.

Do neologismo mensalão ao petrolão, PTROLÃO, PT ROLÃO.

As ruas vão externar o que a sociedade deseja, dar um basta no processo intenso e abrangente de corrupção, apurar como vem fazendo a Polícia Federal e que seja fundamento para as ações do parlamento cobrado com veemência para cumprir o papel importante de fiscalizar o Poder Executivo. Previsto na Constituição: “Art. 49. É da competência exclusiva do Congresso Nacional: X -  fiscalizar e controlar, diretamente, ou por qualquer de suas Casas, os atos do Poder Executivo, incluídos os da administração indireta;”.

Bem como, compete à Câmara dos Deputados, (Art. 51), autorizar por dois terços de seus membros, a instauração de processo contra o Presidente e o Vice-Presidente da República e os Ministros de Estado, em especial nos crimes de responsabilidade contra a probidade na administração, passíveis da pena de perda do cargo.

      Importante atribuição do parlamento que não exclui o processo e julgamento do acusado pela Justiça competente.

       As manifestações de rua nesse sentido têm tomado vulto crescente e não devem parar sob pena cair no esquecimento de mais um malfeito sem a devida responsabilização das autoridades maiores e verificação de enriquecimentos ilícitos.

       Embora firme nesse propósito não pode impedir outras manifestações como apelos à intervenção militar, até desaconselhável, para se firmar em objetivo único de sanear a administração pública, apurar a corrupção e punir os responsáveis na esfera política que é o meio mais rápido de afastar os corruptos dos postos de comando do Estado. Controlam as verbas, corrompem mais e mais e, se fecha o círculo da impunidade, quando muito, fisgando bagrinhos e os tubarões livres, leves, soltos e mais ricos.

       Intervenção militar, entendido como previsto na Constituição, explícita no Art. 142, “As Forças Armadas, constituídas pela Marinha, pelo Exército e pela Aeronáutica, são instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do Presidente da República, e destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem.

       Sob os holofotes, se aplaude a queda do Muro de Berlin, símbolo fundido com a foice e o martelo dos partidos comunistas, e se quer punir os presidentes do regime militar que impediram que neste país passasse por tais purgatórios e infernos de matança e tentativas de fuga como a História registra com milhões de vítimas por todo o globo terrestre.

       Chegam ao cúmulo de querer mudar o nome da Ponte Rio - Niterói denominada Costa e Silva que a fez tornar realidade.

       A nódoa sobre as Forças Armadas é mais um capítulo da desconstrução da sociedade já multifacetada nos campos social, político e econômico, da desigualdade regional à insegurança jurídica, com elevado poder do crime organizado e descrédito nas instituições.

       Ser firme na união do cidadão contra a corrupção, a favor da apuração e por fim, exigir a punição e o ressarcimento do que surrupiaram; confisco dos bens ilicitamente adquiridos.