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24 de Março de 2016

EXÉRCITO. QUEM ESCREVERÁ TUA HISTÓRIA?

EXÉRCITO. QUEM ESCREVERÁ TUA HISTÓRIA?
 
General da Reserva Luiz Eduardo Rocha Paiva
 
A esquerda socialista gramcista, liderada pelo Partido dos Trabalhadores, retomou com intensidade seu propósito de reescrever a História do Brasil da segunda metade do século passado. Uma das ações a que se tem dedicado, no afã de “satanizar” o regime militar, é a mudança de nomes de logradouros, praças e obras de engenharia, bem como a retirada de monumentos com os quais são homenageados os ex-presidentes militares e personalidades que participaram de governos, órgãos e instituições do Estado naquele período. No seu lugar, têm sido colocados nomes como o de Che Guevara e Carlos Marighela, para ficar apenas com dois exemplos emblemáticos, cujo perfil, para quem não os conhece, pode ser deduzido da leitura de suas próprias palavras:
. Che – “o ódio como fator de luta, o ódio intransigente ao inimigo, que impulsiona para além das limitações naturais do ser humano e o converte em uma efetiva, violenta, seletiva e fria máquina de matar[1] (destaques por este autor); e
. Marighela – “Atacando de coração esta falsa eleição e a chamada ‘solução política’ tão apeladora aos oportunistas, o guerrilheiro urbano tem que se fazer mais agressivo e violento, girando em torno da sabotagem, do terrorismo, das expropriações, dos assaltos, dos sequestros, das execuções, etc”[2](destaques por este autor).
Eis os exemplos de cidadãos amantes da democracia, liberdade e direitos humanos que querem passar para as nossas futuras gerações.
A História do regime militar não poderá ser contada apenas por seus inimigos nem pode a História do Brasil ficar a reboque de governos de ocasião, ainda mais se dominados por correntes ideológicas radicais de qualquer matiz, sendo ainda conveniente lembrar que o ensino no Exército é regulado por Lei própria.
A Instituição tem imenso orgulho dos seus feitos heroicos, dos chefes exemplares de todos os tempos e não abdica do perene compromisso com o povo e a Pátria brasileira. Como a reputação e a História do Exército são sagradas para o soldado, os chefes de hoje, cumprindo dever moral e funcional com o Exército, a Nação e os irmãos de armas do passado, não abdicarão do direito de ensinar a verdade sobre a participação da Instituição em todos os seus períodos de nossa História. Muitos chefes, “ainda na ativa, viram seus avós, pais e outros parentes aderirem ao Movimento de 31 de Março na primeira hora, com coragem e desprendimento, como um imperativo de consciência na defesa de crenças e ideais”[3] de democracia e liberdade. Eles não aceitarão, sem resposta, execrarem perante a Nação aquela dedicada e desprendida geração, que livrou o Brasil de assassinos, guerrilheiros, terroristas e sequestradores em sua tentativa de transformar o País em uma ditadura totalitária comunista. É exatamente isso que a esquerda radical gramcista está promovendo, com a conivência de altos escalões políticos, que adulam o Exército diante das luzes da ribalta, enquanto tramam contra ele traiçoeiramente nos bastidores. Quem crê que essa esquerda e seus próceres não sejam inimigos da Instituição e não tenham “duas caras” está sendo ingênuo.
Conte sua versão “estórica”, esquerda radical nefasta, cuja máscara da mentira despenca a cada dia, enquanto o Exército, Instituição da mais alta reputação, contará a sua versão. Veremos qual vai prevalecer como História.